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Mostrando postagens de setembro, 2019

Introdução

Eu tenho fugido de me escrever há muitos anos. Eu me arrisco a parecer patética nesse diálogo comigo mesma, mesmo que pareça besteira ou complexo feminino de autocobrança. Eu escrevo desde que eu fui alfabetizada, sendo que o meu sonho sempre foi algo em torno de publicar um livro e/ou ser professora. No entanto, eu me dediquei bastante a traçar caminhos que justificassem ignorar qualquer um dos dois sonhos.  Enquanto brasileira, mulher, negra e pobre, eu sempre sonhei com um mundo igualitário. Com amigos que me aceitassem, com um grande amor, com uma família que não me achasse esquisita ou um ser a parte, eu sempre sonhei em me encaixar em algum grupo (tanto que hoje em dia eu sou a rainha da criação de grupos online). Mesmo que minha condição social significasse uma barreira aos meus sonhos, eu nunca levei tais fatos como anteparo para os meus estudos, para o exercício da minha fala, para a minha comunicabilidade como um todo ou para minha ousadia em tornar os meus sonh...